Estudantes fazem segundo dia de provas do ENEM, na UERJ

Por medo da covid-19, 51,5% dos inscritos no Enem 2020 não compareceram ao local de prova no domingo

A quantidade de abstenções no primeiro dia de aplicação do Enem, gerou aos cofres públicos um desperdício de R$ 332,5 mi

O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) do ano de 2020, teve mais de 50% de abstenção no primeiro dia de prova, no domingo (17), no total foram 2,84 milhões de candidatos ausentes, o que corresponde a 51,5%. Ao todo foram 5,783 milhões de inscritos e um total de 2.680.697 candidatos fizeram a prova, 48,5% dos inscritos. A próxima etapa do Enem acontece no domingo (24). 

Para os cofres públicos essa quantidade de inscritos ausentes gerou um desperdício de  R$ 332,5 mi, isso porque a prova custou R$117 por aluno. O cálculo para saber o valor do desperdício é feito pelo Ministério da Educação.

Segundo o jornal O Globo, o cálculo pega o total gasto na prova – neste ano, R$ 682 mi – e divide pelo número de candidatos – 5,783 milhões de inscritos. Assim, o custo por aluno da prova em 2020 é de R$ 117. Esse valor vezes o número dos que não foram ao exame – 2.842.332 candidatos – dá o total do desperdício: R$ 332,5 mi.

Para o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção no primeiro dia do Enem de 2020 foi “um pouquinho acima” de 50% e que mesmo diante desse cenário o Enem 2020 foi um sucesso  “Temos toda uma situação da mídia criticando a realização do exame. Então, para aqueles que puderam fazer a prova, foi um sucesso”, insistiu ele.

O que acarretou as abstenções foi a pandemia de covid-19 que ainda assombra o País. “Infelizmente tivemos mais de 50% de ausentes contra 23% de 2019. Mas não tivemos pandemia em 2019. Estamos tentando, de alguma maneira, ajudar os estudantes brasileiros”, disse o ministro. 

Anteriormente alunos e especialistas pediram que a prova fosse adiada para uma data mais segura. Porém o Ministério da Educação negou adiar a prova pela segunda vez. Geralmente o exame acontece entre outubro e os candidatos pediam que fosse adiado para maio. 

“Teria que pegar ônibus cheio para chegar até o local de prova e também vi que eles não iam reduzir a quantidade de alunos por salas. Moro com a minha mãe que já tem idade. Não queria esse risco, e faltei. Se tivessem adiado para uma data mais segura, teria feito.” conta Yasmin Cardoso, de 19 anos. 

Para o próximo domingo o ministro afirma que vai tentar melhorar, “Não fomos perfeitos, mas conseguimos aplicar a prova sem problemas em mais de 99% dos locais. Mas vamos tentar melhorar para o próximo domingo”, disse o ministro da Educação.

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