O economista Roberto de Oliveira Campos Neto, indicado pela Presidência da República para o cargo de presidente do Banco Central, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Presidente do BC diz que para retomada da economia é preciso vacinação em massa, “luz no fim do túnel”

Roberto Campos Neto afirmou que o Banco Central está fazendo seu trabalho de política monetária e de garantir liquidez

Nesta terça-feira (2), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto defendeu a vacinação em massa para combater a crise econômica causada pela pandemia de Covid-19. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) coloca em dúvida eficácia das vacinas contra a doença, Campos Neto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendem que a vacinação é essencial para a recuperação econômica.

Neto disse que a vacinação em massa da população brasileira é uma “luz no fim do túnel” que pode ajudar na retomada da economia. Em participação no evento Open Banking, ele disse que “a coordenação da vacina não é algo fácil de se fazer” ao ser questionado sobre a condução com relação a vacina pelo chefe do Executivo.

“O Brasil tem uma capacidade alta de vacinação, pode vacinar mais de 5 mi de pessoas em um dia. A coordenação da vacinação não é algo fácil de fazer. Mas achamos que a vacinação é a luz no fim do túnel”.

Campos Neto também disse que é preciso “entender como a vacina é eficaz para novas variações de Covid-19”. E que é preciso ampliar a imunização rapidamente. Há o receio de que a demora em vacinar a população force um novo processo de isolamento social, com novos impactos na economia.

“O Banco Central está fazendo seu trabalho de política monetária e de garantir liquidez”, afirmou o presidente do BC. Ele se diz otimista com relação à aprovação das reformas econômicas no Congresso.

Nesta segunda-feira (1), o balanço do consórcio de imprensa apontou que 26 Estados e o Distrito Federal vacinaram 2,22 mi pessoas até o momento.

Reforma

Com a definição dos novos presidentes das suas Casas do Congresso Nacional, Campos Neto disse esperar que as reformas avancem na Câmara e no Senado. “Estamos perto de começar a colocar a agenda de reformas no Congresso em votação”, afirmou.

O Estadão mostrou que na véspera da eleição para o comando da Câmara, ele esteve na noite de domingo (31), na casa de Fabio faria, ministro das Comunicações, para tratar da candidatura do governista Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados.

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, estavam presentes no encontro o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário. Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, também esteve na reunião.

Campos Neto ressaltou que é necessário impulsionar as reformas para garantir a confiança e a credibilidade na economia brasileira. “Fizemos um grande programa de enfrentamento da crise no Brasil, fizemos muitos programas de crédito. Agora temos um grande volume de endividamento. Temos que dizer para as pessoas que gostaríamos de gastar mais, mas agora estamos num ponto em que, se gastarmos mais, não sabemos se teremos o efeito desejado porque temos uma fragilidade que pode superar esse efeito”, declarou.

O presidente do BC citou “microrreformas” , como a votação de marcos legais para ferrovias e cabotagem, navegação na costa brasileira, como essenciais para ajudar os negócios a funcionar melhor.  

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