19/10/2015. Crédito: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Empresas cancelam festas de fim de ano. Edson Castro, presidente do Sindivarejista.

Presidente do Sindivarejista-DF projeta aumento nas vendas de fim de ano

Para Edson Castro, presidente do Sindivarejista-DF, o comércio não suportaria outro lockdown. O Governador garantiu que não irá decretar o fechamento e lojistas serão orientados com medidas rígidas de segurança

Em entrevista concedida ao programa CB.Poder, parceria do jornal Correio Braziliense e com a TV Brasília, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF), Edson Castro, respondeu algumas perguntas com relação à crise sanitária, que fez com que 750 lojas da capital fechassem as portas e cerca de 280 mil trabalhadores fossem demitidos. O crescimento das vendas para o fim do ano deve ficar entre 3% e 4%.

Ao ser questionado sobre o prejuízo de 2020 e qual a expectativa do comércio para o ano que vem, o presidente se mostrou otimista sobre as vendas do final do ano. Segundo Edson Castro, o Natal é uma data que mexe com as pessoas e tudo isso faz com que o comércio, no segundo semestre, seja muito melhor do que no primeiro. “Hoje (ontem) saiu o 13° salário, temos também a Black Friday, então, as lojas estão cheias, com movimento. As liquidações devem se prolongar até esta semana, porque aquelas lojas que ainda tiverem produtos vão continuar fazendo propaganda”.

Já as repostas da movimentação do comércio para o ano de 2021 vão depender da pandemia e da vacina que está em discussão. “Temos uma expectativa grande, apesar de que, em janeiro e fevereiro, o comércio estará mais devagar e não haverá carnaval. Mas as lojas estarão abertas. Comércio é comércio, uns sobrevivem e outros fecham”.

Edson de Castro falou sobre a falta de mercadorias nas lojas, que segundo ele, não é um grande problema. “O arroz subiu de preço, aumentou porque estava faltando. Então, a maneira que teve de controlar a falta foi crescendo o valor. Tiveram de aumentar para não faltar”.

Lockdown

Segundo o presidente, o comércio não suportaria outro lockdown, mas deve manter as recomendações da saúde para evitar a propagação da Covid-19. O comércio não deve permitir a entrada sem máscara no local e instruir a usar o álcool em gel.

“Temos quase 30 mil lojistas e estamos encaminhando tudo certo para não haver um novo lockdown. Orientamos, sempre, os lojistas a não fazerem propagandas com preços muito baixos na televisão, por exemplo, porque isso faz com que as lojas lotem. E os empresários têm orientado seus funcionários da melhor forma, porque, se um contrai a doença, todos se contaminam. Então, é medida a temperatura, há álcool em gel em todos os estabelecimentos e, se um trabalhador sente algum sintoma, deve fazer o teste imediatamente”.

Contratação temporária

A contratação temporária aumentou com o fluxo do Dia das Crianças no comércio, ou seja, desde outubro muitas pessoas estão sendo contratadas pela loja por 90 dias. “Pela nossa estimativa, foram contratadas para este fim de ano, em média, três mil pessoas. Mas, em épocas boas, encaminhávamos ao comércio local em torno de seis a sete mil trabalhadores”, afirmou o presidente.

Projeções

Com relação às projeções do ano passado, com as vendas deste fim de ano e com a Black Friday, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) disse que o crescimento será, em média, de 3,5%. Mas segundo Edson de Castro, no DF deve haver um crescimento de 3% a 4%. No ano passado, o aumento foi de 5%.

Já as vendas pela internet tiveram um aumento de 57%, contra 33% no ano passado. Com o isolamento social, muitas pessoas aprenderam a comprar sem sair de casa. ”Hoje, não é preciso ter uma loja em um ponto excelente, pagando aluguel absurdo. Se tiver qualquer espaço, vende-se para o mundo inteiro”.

O 13ª salário deve injetar R$ 6,6 bilhões, contra R% 7,6 bilhões do ano passado. Houve uma queda, pois muitos não receberam a licença do período da pandemia. ”Hoje, temos quase 600 mil pessoas endividadas na capital. Então, 63% desse dinheiro vai para pagar dívidas, 25% para as compras e 7% das pessoas ainda não sabem o que fazer. Algumas vão viajar, outras estão com passagens compradas, mas não sabem o que fazer e aguardam um resultado da pandemia”, ressaltou Edson do Castro.

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