Primeiro lote da vacina Sputnik V no Brasil é produzido no DF

A produção está ocorrendo na Bthek Biotecnologia, instalada no Polo JK na região de Santa Maria. Na sexta-feira (26), a União química encaminhou à Anvisa o segundo pedido de uso emergencial da Sputnik

Nesta terça-feira (30), a União Química, empresa brasileira parceira do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), apresentou o primeiro lote da vacina Sputnik V produzido 100% no Brasil. O ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), principal substância do imunizante contra Covid-19, foi fabricado no Distrito Federal. O processo de produção ocorreu na Bthek Biotecnologia, instalado no Polo JK, na região de Santa Maria e foi iniciado em janeiro deste ano.

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A União Química encaminhou à Agência de vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (26), o segundo pedido de uso emergencial da Sputnik V no Brasil. A primeira solicitação já havia sido enviada, mas não foi analisada por pendências na documentação exigida.

De acordo com a agência, 18,2% do total dos documentos obrigatórios para a abertura do processo ainda não foram entregues e outros 18,6% também precisam de complementação.

“Os laboratórios no DF são capazes de produzir IFA suficiente para 8 milhões de doses de vacinas por mês, no entanto, dependem da autorização da Anvisa”, diz a empresa.  

Mesmo sem o uso emergencial aprovado, a vacina russa consta no cronograma de imunização divulgado pelo Ministério da Saúde. São 10 mi de doses incluídas no calendário de vacinação até final de junho, as primeira 400 mil estavam previstas par chegar até esta quarta-feira (31).

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O imunizante também está sendo fabricado por outra unidade da União Química, em São Paulo, a Inovat.

Pendências                              

A Anvisa afirmou que a União Química não encaminhou o pedido de inspeção no laboratório instalado no DF. Questionada pelo G1, a farmacêutica disse que o procedimento “será feito em breve, de acordo com as regras da Anvisa”.

Em reunião entre representantes do Fórum de Governadores de gestores da empresa no início de março, governos locais manifestaram interesse de fazer a compra direta das vacinas com a União Química quando a aplicação da Sputnik V estiver autorizada no Brasil.

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