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Queda do PIB é de 4,1 em 2020, a maior em 24 anos

Em função da pandemia houve queda do PIB em quase todos os setores, à exceção do setor de agropecuária

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira (3), o Produto Internet Bruto (PIB) do Brasil tombou 4,1%. Foi a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, superando a queda de 3,5% registrada em 2015.

Em valores correntes, o PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, totalizou R$ 7,4 tri no ano passado. O PIB per capita (por habitante) alcançou R$ 35.172 em 2020, recuo recorde de 4,8% em relação a 2019.

“O resultado é efeito da pandemia de Covid-19, quando diversas atividades econômicas foram parcial ou totalmente paralisadas para controle da disseminação do vírus. Mesmo quando começou a flexibilização do distanciamento social, muitas pessoas permaneceram receosas de consumir, principalmente os serviços que podem provocar aglomeração”, informou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Agropecuária

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Entre os principais setores houve alta somente na Agropecuária (2%), enquanto que a indústria (-3,5%) e os Serviços (-4,5%) tiveram queda. Já o consumo das famílias despencou 5,5% e os investimentos encolheram 0,8%.

Desempenho por atividade no PIB

Consumo das famílias: -5,5%

Consumo do governo: -4,7%

Serviços: -4,5%

Indústria: -3,5%

Investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo): -0,8%

Agropecuária: +2%

Exportações: -1,8%

Importações: -10%

Construção civil: -7%

Previsão para 2021

A expectativa do mercado financeiro é de que o PIB brasileiro tenha crescimento de 3,29% em 2021, de acordo com o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (1).

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Paulo Guedes, ministro da Economia, afirmou que prevê que a economia do país avance entre 3% e 3,5% neste ano.

A previsão feita pelo ministro, em entrevista à rádio Jovem Pan, é mais moderada do que em declarações anteriores. No final de janeiro, em videoconferência com investidores, o ministro disse que a economia poderia crescer até 5% neste ano se o Executivo e o Legislativo parassem de “jogar pedra um no outro”.

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