Rede privada de ensino retoma as aulas presenciais com previsão de 60% de alunos em sala

Aulas presenciais em escolas particulares do DF serão retomadas nesta segunda-feira (25). Regiões carentes terão uma demanda maior de alunos

Na segunda-feira (25) está prevista a retomada das aulas presenciais em escolas particulares do DF. A expectativa é de que pelo menos 60% dos estudantes retornem ao ensino presencial, o percentual é relativo às regiões mais carentes. Já no Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte, essa previsão cai para 40%.

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Distrito Federal (Sinepe-DF), o calendário escolar de escolas privadas é feito de acordo com a necessidade de cada uma, diferente da rede pública de ensino que tem um calendário igual para todas as escolas. A presidente do Sinepe, Ana Elisa Dumont, fala que os pais de alunos pedem que as aulas sejam retomadas, porém a insegurança ainda é grande.

“Diferentemente do ensino público, as particulares não têm um calendário único. Cada escola tem liberdade de decidir a melhor forma de organizar o calendário”, explicou a presidente do Sinepe, Ana Elisa Dumont.

Rodrigo de Paula, diretor jurídico do Sinproep, diz que retomar as aulas agora não é uma boa ideia, pois tudo será igual antes até que todos estejam vacinados, “Estamos na expectativa de voltar as aulas da mesma forma que finalizamos, ainda sem uma vacinação da categoria ou da comunidade escolar”, lamentou.

Várias medidas ainda precisam ser tomadas, para Rodrigo de Paula, muitos alunos continuarão nas aulas virtuais e professores do grupo de risco não podem ficar expostos ao vírus, precisam continuar em afastamento.

Enquanto isso, no ensino público, a expectativa da Secretaria de Educação é de que a modalidade seja retomada no ano letivo de 2021, que começa em 8 de março.

Queda na rematrícula

Pesquisa feita pelo Melhor Escola e marketplace de educação básica aponta que a quantidade de pais matriculando seus filhos em escolas particulares caiu 63,10%.

De acordo com Juliano Souza, fundador do Melhor Escola, essa queda pode ter sido motivada por três fatores. O primeiro tem relação com a crise econômica, já que muitas famílias tiveram redução de renda nos últimos meses. Já o segundo está na insatisfação das famílias, “com a forma como a escola conduziu todo o processo durante a pandemia. Mas o terceiro talvez seja maior que os dois primeiros. Existem muitas famílias esperando para ver o que vai acontecer,” conta Souza.

Muitas famílias estão inseguras, matricular seus filhos em redes privadas de ensino é algo caro, muitos estão esperando para ver como será o andar da carruagem em relação ao ano letivo 2021. “A grande preocupação dos pais é a escola não abrir e voltar a ficar fechada como foi esse ano”, observa Souza.

Ainda segundo o fundador do Melhor Escola, para restaurar a confiança das famílias, é preciso que a pandemia esteja controlada, seja por meio de uma vacina ou algum outro meio. 

Print Friendly, PDF & Email