Ricardo Barros, relator do voto impresso, quer criar CPI para a investigação das urnas eletrônicas

 De acordo com ele, 60 deputados já apoiaram. São necessárias 171 adesões.

Nessa quarta-feira (11), o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que determinava a impressão dos votos das urnas eletrônicas, deputado Filipe Barros (PSL-PR) afirmou que, apesar de ter sido rejeitada pelo plenário da Câmara na terça-feira (10), o placar foi surpreendente.

Barros está recolhendo assinaturas para criar uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) para investigar a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo Barros, 60 deputados o apoiariam. Para criar a CPI são necessárias 171 adesões.

“Esperávamos uma votação semelhante a que foi realizada na comissão especial, com uma proporção pequena para o nosso lado, e acabou sendo muito maior do que esperávamos”, disse ao chegar no Palácio do Planalto nesta tarde. 

De acordo com Barros, a dúvida sobre a lisura das urnas tomou as ruas é o suficiente para que o tema continue sendo debatido pela sociedade.

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Para ser aprovada, a PEC precisava de 308 votos no mínimo. O texto elaborado pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) teve o apoio de apenas 229 deputados. Outros 218 deputados votaram contra a PEC, e um parlamentar se absteve.

Mostramos que somos maioria da Câmara e, acima de tudo, mostramos que ganhamos as ruas”, disse. 

De acordo com o deputado, o resultado indicou que o assunto não está “enterrado” e que uma aprovação da proposta “é questão de tempo”.

O placar da votação de terça-feira, para ele, mostra que é possível chegar ao um número suficiente de apoio para se instalar a CPI.

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“É o nosso foco agora. Se fomos incluídos no inquérito das fake news por supostamente termos falado mentiras sobre as urnas, nada mais correto e justo do que o próprio Congresso abrir investigação para saber quão vulnerável nossas urnas são e fazer um amplo debate com a sociedade”.

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