Secretário de Saúde diz haver seringas suficientes para a vacinação contra a Covid-19 no DF

Osnei Okumoto diz que há um estoque de 2,5 mi de seringas e estão sendo compradas mais 2,5 mi e pede que se mantenha as medidas de segurança. Nesta primeira fase serão vacinadas 51 mil pessoas

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, foi entrevistado pelo jornalista Carlos Alexandre de Souza ontem no programa CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. O secretário confirmou que há estoque dos insumos necessários para garantir atendimento à população e alertou para a necessidade de manter as medidas de segurança sanitária mesmo após a vacinação.

 “Hoje, temos 2,5 milhões de seringas agulhadas disponíveis em nossos depósitos para serem usadas, e estamos comprando mais 2,5 milhões. Chegaremos a 5 milhões de seringas até o fim de março. Estamos muito tranquilos quanto a esses insumos. (Em relação a) toda a outra parte necessária para a vacinação, estamos bem tranquilos”, ressaltou Osnei. “Mesmo agora, as pessoas imunizadas devem continuar usando máscara, obedecendo ao distanciamento social e higienizando as mãos com sabão, água e álcool em gel”.

Questionado sobre o planejamento da vacinação para os auxiliares administrativos, após a primeira enfermeira que atua na linha de frente ser vacinada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o chefe da pasta afirmou que todos os profissionais envolvidos diretamente no combate à pandemia estão na primeira tapa para serem imunizados. Segundo Okumoto, todos os profissionais que trabalham e correm o risco de adquirir o vírus serão imunizados.

Ontem, a primeira moradora do Distrito Federal a ser vacinada contra a Covid-19 foi a enfermeira Lídia Rodrigues Dantas (31), que trabalha desde o início da pandemia, há 10 meses, na linha de frente, no combate à doença. Okumuto explicou que o critério usado para a vacinação da enfermeira foi por ela trabalhar diretamente no combate ao vírus. “Além dela, uma técnica de enfermagem, uma médica, uma fisioterapeuta, o agente de segurança que fica na entrada do atendimento desses pacientes e a auxiliar que faz a limpeza e desinfecção dos box de emergência do pronto-socorro e da UTI (unidade de terapia intensiva) foram imunizados”.

Sobre as 106 mil doses que foram destinadas ao DF, o chefe da Saúde afirmou que há toda uma questão de logística para que se possa oferecer a vacinação para todos que atuam na linha de frente.

“Para você ter uma ideia, hoje (ontem), às 8h, nós já estávamos com as doses nos hospitais, em nossas 15 unidades. E também temos a unidade volante. São seis, que irão às instituições onde temos pacientes acima de 60 anos, para que (eles) sejam vacinados. Iremos diretamente, porque pacientes que estão em asilos, por exemplo, não podem sair dali para se dirigir a uma unidade de saúde, onde o risco de adquirir a doença pode ser maior”.

Segundo Okumoto, 51 mil pessoas serão vacinadas nesse primeiro momento. As outras doses ficarão resguardadas para que se possa fazer a imunização com a segunda dose, o que vai garantir o êxito da vacinação para os servidores.

Previsão da vacina

Okumoto diz que o Brasil tem o maior atendimento de vacinação mundial. “Fui secretário de Vigilância em Saúde até 2018, (no Ministério da Saúde) onde está o PNI, e sempre foi um sucesso fazer a vacinação no Brasil. Até aquele período, comprávamos R$ 5 bilhões em vacinas. São 19 vacinas aplicadas pelo sistema público de saúde brasileiro. É o maior sucesso que existe no mundo”. 

Segundo o secretário, há toda a capacidade e expertise para atender a população com muita tranquilidade e segurança.  “Dessa forma, (para) tudo o que se tornar necessário nos estados e municípios, esses dois entes federativos (federal e regionais) fazem muito bem. Quando há necessidade de o Ministério da Saúde intervir na questão do uso dos insumos, ele o faz”.

Precauções

Para o secretário da Saúde, é imprescindível que se mantenha as medidas de segurança sanitária. Mesmo que a pessoa tenha tomado a vacina, ainda sim, ela corre o risco de contrair a doença. É preciso que ela seja vacinada com a segunda dose para que o imunizante seja mais efetivo. É preciso manter todos os cuidados necessários e protocolo de higiene.

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