Segundo especialistas, o Brasil já está vivendo segunda onda de Covid-19

Assim como Europa e Estados Unidos, a taxa de contágio voltou a subir no país. Para o epidemiologista, houve um afrouxamento nas medidas de prevenção e festas de final do ano podem agravar os números de caso

Segundo o pesquisado Domingo Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, o Brasil já está vivendo a segunda onda de Covid-19. Segundo o especialista, assim como a Europa e os Estados Unidos, a taxa de contágio no país voltou a subir.

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No Brasil, a taxa era de 1,12 em 16 de novembro, de acordo com o Observatório de Síndromes  Respiratórias da Universidade Federal de Paraíba.

O estudo mostra que 100 pessoas irão infectar outras 112, que irão infectar outras 125, assim, a epidemia volta a crescer.

O covid-19 já deixou 5.911.758 contaminados e 166.699 mortos no país. Para o médico Paulo Lotufo, isso aconteceu devido ao afrouxamento da prevenção e medidas de proteção estabelecidas no início da pandemia.

Para o epidemologista Paulo Lotufo, da USP, é preciso que as medidas sejam mais rigorosas. Para ele, é apenas uma retomada de casos e não uma segunda onda. “O que vemos é como se um avião, que estava aterrissando, arremetesse”. Ele analisa que enquanto escolas ainda estão fechadas e as crianças ficam em casa, muitos pais e mães continuam frequentando comércio, salão de beleza e academia normalmente. “Não faz sentido isso. Educação das crianças deveria ser prioridade. Precisamos encontrar um jeito. Mas o que fazemos é manter a escola fechada, o filho tendo aulas pelo Zoom, enquanto o pai sai para a academia, a mãe vai ao cabeleireiro”

O médico considera o poder público muito dependente do poder econômico. “Isso não é só aqui em São Paulo, não, está acontece isso pelo País”, afirmou. “No Paraná, em Santa Catarina, em outros estados também”. De acordo com Lotufo, houve ainda, neste período de campanha eleitoral, a pressão dos prefeitos, que tiveram os cargos em disputa, contra as medidas de controle da doença. “Os prefeitos pressionaram para haver relaxamento”, disse. Precisamos de mais rigor por talvez um mês para baixar o contágio”

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O médico disse que agora com a chegada do final do ano deve haver aumento das aglomerações durante as reuniões de Natal e ano Novo. “Devemos ter mais cuidado também com as reuniões de famílias neste período de festas que temos pela frente, como o Natal, por exemplo”.

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