Segundo IBGE, desemprego mantém recorde de 14,7%, atingindo 14,8 milhões de pessoas

O desemprego aumentou 0,4 ponto percentual e fechou o trimestre encerrado em abril no mesmo patamar

De acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgados nesta quarta-feira (30), a taxa de desemprego no país foi de 14,7% no trimestre fechado em abril, 0,4 ponto percentual acima do trimestre encerrado em janeiro (14,2%). Dessa forma, o número de desemprego teve alta de 3,4% com mais 489 mil pessoas desocupadas. Ao todo, são 14,8 mi de pessoas buscando emprego no país.

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A taxa e o total de desempregos mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior desde o início da série, iniciada em 2012.

Pesquisa

A Pnad é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Mercado

A população ocupada (85.9 mi de pessoas) mostrou estabilidade em relação ao trimestre móvel anterior, mas ficou 3,7% abaixo do número que o país registrava no trimestre fechado em abril do ano passado, quando foram observados os primeiros efeitos da pandemia.

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O país tem menos 3,3 mi de pessoas trabalhando desde o início da pandemia.

“O cenário foi de estabilidade da população ocupada (85,9 milhões) e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho”, avaliou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, observando que o nível de ocupação (48,5%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

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