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Segundo IBGE, setor de serviços tem tombo histórico de 7,8% em 2020

Em dezembro, o índice que mediu a atividade do setor apontou queda 0,2% em relação em novembro, interrompendo período de 6 altas consecutivas. Setor ainda está 3,8% abaixo do nível antes da pandemia

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços foi o mais impactado pela pandemia de Covid-19 em 2020. Recuou 7,8% no ano passado, a maior queda anual da série histórica, iniciada em 2020. A produção industrial recuou 4,5% no ano passado, o pior resultado desde 2016. Já o comércio cresceu 1,2%, a menor taxa em quatro anos.

Em dezembro, o setor recuou 0,2% frente a novembro, o que interrompeu uma sequência de seis meses consecutivos de alta. Na comparação com dezembro de 2019, a queda foi de 3,3%.

Os resultados foram piores que as expectativas em pesquisas da Reuters, que era de uma alta de 0,4% na comparação mensal e de queda de 2,6% na base anual.

O setor tem sido o mais afetado pela pandemia de Covid-19 e é o que apresenta a recuperação mais lenta.

Segundo o IBGE, o volume de serviços prestados no país ainda se encontra 3,8% abaixo do patamar de fevereiro, quando as medidas de isolamento social para controle da crise sanitária de Covid-19 ainda não haviam sido adotadas.

Outras pressões negativas vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,7%). Os serviços de informação e comunicação caíram 1,6%, principalmente diante das perdas de receita nos segmentos de telecomunicações.  

A única área do setor de serviços que teve resultados positivos em 2020 foi o grupo “outros serviços”, que subiu 6,7%.

“Em termos de atividades, houve uma disseminação de taxas negativas, com quatro dos cinco setores mostrando recuo frente ao ano de 2019″, disse o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

“O principal impacto veio dos serviços prestados às famílias, que foi pressionado pela queda na receita dos restaurantes, hotéis e serviços de bufê”, prosseguiu.

Por sua vez, o setor de serviços ficou estável (-0,2%) em dezembro frente a novembro do ano passado, interrompendo seis meses consecutivos de alta.

O economista-chefe da Necton, André Perfeito, explicou que o setor apresentou leve queda na margem em dezembro como resultado da forte queda dos serviços prestados às famílias (-3,6%) e contrabalançado em parte pela alta do grupo Outros Serviços (-3%).

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