Segundo INPE, desmatamento da Amazônia atinge o nível mais alto desde 2008

Para o vice-presidente Hamilton Mourão, se não fosse por seu mandato o número de desmatamento por km² seria ainda maior

Dados divulgados nesta segunda-feira (30), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), afirmam que área desmatada na Amazônia chegou ao nível mais alto desde 2008. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, o desmatamento chegou em 12.911 km², a meta no Brasil era de 3.900 km² de área desmatada por ano.

Hamilton Mourão, vice-presidente da república, afirma que antes de seu mandato a previsão era de aumento no desmatamento. “As estimativas que nós tínhamos eram mais negativas ainda para esse resultado que está sendo divulgado — era uma estimativa de que teríamos um aumento de 20% em relação ao ano passado. Deu 9,6% — não é nada para comemorar, muito pelo contrário. Como eu falei aqui, nosso estado final desejado é não ter mais desmatamento ilegal em hipótese alguma dentro da Amazônia.” disse Mourão.

Composto por 56 ONGs e movimentos sociais, o Observatório do Clima (OC) diz em nota, que para quem acompanha o desmonte das políticas ambientais os números não são uma surpresa, pois o governo de Bolsonaro procurava aniquilar qualquer combate ao desmatamento.

“Os números do Prodes simplesmente mostram que o plano de Jair Bolsonaro deu certo. Eles refletem o resultado de um projeto bem-sucedido de aniquilação da capacidade do Estado Brasileiro e dos órgãos de fiscalização de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amazônia”, afirma um comunicado do observatório divulgado à imprensa.

Para o Observatório o próprio governo facilita a ação de grileiros, garimpeiros, madeireiros ilegais e assassinos de índios, ainda critica ações como a gestão de Bolsonaro na Operação Verde Brasil 2, que falhou em conter o desmatamento, o congelamento do Fundo Amazônia acabou causando exonerações de agentes ambientais, abrindo terras indígenas para legalização da grilagem.

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