SP adia para o dia 22 envio de resultados de testes da CoronaVac para Anvisa

O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac

O governo do Estado de São Paulo adiou mais uma vez a divulgação dos resultados da eficácia da CoronaVac, vacina chinesa, para o próximo dia 22. O estudo preliminar da fase 3 seria apresentado nesta terça-feira (15) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A nova data para a entrega dos resultados é dia 22 de dezembro.  A CoronaVac é a potencial vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo João Doria, os estudos clínicos serão finalizados já nesta semana e que o processo de validação pela Anvisa será mais rápido quando os resultados forem entregues na próxima semana.

“Optar por registrar a vacina com o estudo conclusivo garantirá agilidade no pedido de reconhecimento desta vacina. A solicitação ocorrerá de forma simultânea tanto na Anvisa brasileira quanto na agência chinesa de regulação de medicamentos (…) Registrar a vacina com estudo conclusivo vai permitir maior confiabilidade na análise da eficácia da vacina. Outro benefício será conquistar o registro definitivo da vacina em vários países do mundo”, afirmou o governador.

Em entrevista à CNN, o coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do Estado de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que o adiamento aconteceu porque se chegou ao número de 151 voluntários infectados para se fazer uma leitura definitiva da eficácia e será o dado definitivo.

“Com o aumento da transmissão de casos, isso também se refletiu entre os voluntários e nós rapidamente ultrapassamos o número de 151 (voluntários infectados) que era necessário para conclusão desta análise. Nós já estamos hoje com 170 casos. Nós optamos por fazer a entrega de dados já com o número definitivo, não vamos fazer de forma parcial”, disse Gabbardo.

“E também tem outro aspecto, o governo chinês está aguardando o resultado dessa Fase 3 para que eles possam dar o registro da vacina na China. Se isso acontecer, sendo a agência chinesa uma entre os quatro países que a Anvisa considera que estando aprovado lá, o processo no Brasil ficará muito simplificado, bem mais rápido”, afirmou.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a expectativa é de meio bilhão de doses da CoronaVac no 1º semestre de 2021 para o Brasil, além de outros países da América Latina e do mundo.

O instituto produziu um milhão de doses da vacina. “Atingimos a meta deste estudo clínico que permitirá o registro desta vacina no Brasil, na China e no mundo”.

João Doria fez duas críticas ao governo federal e ao Ministério da Saúde na condução da pandemia. “Aqueles que classificavam como gripezinha , resfriadinho,  agora passaram a criticar o esforço para a vacinação dos brasileiros. São os mesmos que achavam que iam sanar o problema gravíssimo de saúde com a cloroquina ou até mesmo com o histórico de atleta”, disse o governador fazendo referência ao presidente Bolsonaro.  

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