Sputink V, vacina desenvolvida na Rússia, solicita testes clínicos no Brasil

O imunizante Russo é o primeiro registrado mundialmente

Foi registrado nesta terça-feira (29) o pedido para que a vacina russa Sputnik V desse início à fase de testes clínicos no Brasil. A União Química, em parceria com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF), elaborou um dossiê que foi entregue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O imunizante Russo é o primeiro registrado mundialmente. Caso a Anvisa aprove a documentação a produção da vacina Sputnik V será feita por transferência de tecnologia. A companhia Russa afirma que tem levado em consideração todas as exigências da Anvisa, “tem adotado todas as medidas necessárias para o cumprimento dos requisitos e exigências deste processo, em especial da segurança, eficácia e bem-estar da população brasileira.”

A Sputnik V tem eficácia de 92% e precisa ser aplicada duas doses do imunizante, 21 após a primeira aplicação. No Brasil, outros quatro imunizantes estão em teste: Coronavac, Oxford/AstraZeneca, Jonhson & Jonhson e a Pfizer/BioNTech. A Anvisa tem realizado reuniões com representantes dos laboratórios.

Dificuldades

O Brasil tem enfrentado problemas na busca por um imunizante que seja aprovado pela Agencia de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre todas as queixas que as empresas que produzem as vacinas tem relatado, uma delas é que o Ministério da Saúde não propõe soluções, mas coloca mais empecilhos.

O secretário-executivo da Saúde, Élcio Franco, ressaltou eu não poderá fechar contratos sem o registro da Anvisa, e pede para que as empresas enviem as documentações para a Agência, “O que nós temos pedido desde o início de dezembro é que todas elas (empresas) solicitem o registro e solicitem a autorização para uso emergencial. Essa é a condição para nós podermos adquirir porque nós teremos o aval da Anvisa para poder inserir (os imunizantes) no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19”.

A Pfizer disse que um dos requisitos para pedir o uso emergencial da vacina no Brasil é preciso enviar em detalhes, como o quantitativo de doses, esses detalhes só podem ser informados na celebração do contrato definitivo, por esse motivo a empresa desistiu de fazer o pedido do uso emergencial.

Em uma coletiva de imprensa Franco afirma que quer resolver o problema com a Pfizer, ““Se falta algum dado para conseguir autorização junto à Anvisa, ela (Pfizer) não nos solicitou. Porque ela poderia ter solicitado de imediato, até por telefone. E a gente já começava a providenciar. Não houve essa solicitação para o ministério”, explicou Franco.

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