Suspensas desde o início da pandemia, cirurgias eletivas voltam a ser realizadas no DF

As marcações, que já estavam liberadas desde o início da semana passada, podem ser feitas em 22 especialidades

Suspensas em 29 de junho 2020, diante da pandemia do novo coronavírus, as cirurgias eletivas no Distrito Federal voltaram a ser realizadas, em sua totalidade. De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, a decisão de suspender a maioria dos procedimentos foi tomada diante do risco de expor pacientes cirúrgicos ao contágio da Covid-19 e da necessidade de preservação dos insumos de intubação no tratamento dos infectados.

Na época foram mantidas apenas intervenções cardiovasculares, oncológicas, os transplantes e as judicializadas, que são aquelas em que o paciente recorre à justiça para garantir a prioridade do atendimento.

Conforme os dados da sala de situação da Secretaria de Saúde, o GDF realizou entre janeiro e novembro de 2020, 58.625 internações cirúrgicas hospitalares. Em 2019, foram 68.247 cirurgias, de janeiro a dezembro, sendo o maior registro dos últimos de seis anos.

“Ainda que em um ano de pandemia, os números de 2020 superam os de outros anos em que a covid-19 não comprometia os recursos para novos investimentos do governo na área de saúde”, afirmou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, da Secretaria de Saúde, Petrus Sanchez.

Mutirão

Em Ceilândia, região mais populosa do DF, a direção do Hospital Regional da Ceilândia (HRC) decidiu otimizar os horários noturnos e os finais de semana, quando geralmente as salas cirúrgicas não são demandadas, para marcar novos procedimentos.

Com isso, conseguimos reduzir a fila de espera de pacientes da ortopedia, sem comprometer os atendimentos de rotina”, conta a superintendente da Região de Saúde Oeste, Lucilene Florêncio – responsável também pelas regiões administrativas de Brazlândia e do Sol Nascente/ Pôr do Sol.

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