O sindicato dos comerciários de São Paulo promove, mutirão do emprego em São Paulo, ofertando 5.726 vagas.

Taxa de desemprego fica em 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020

De acordo com o IBGE, entre agosto e novembro, cerca de 3,9 milhões de brasileiros conseguiram uma ocupação no mercado de trabalho, porém 32,2 milhões ainda estão em busca de emprego

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE, mostra que a taxa de desemprego no país ficou em 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020, abaixo do verificado no trimestre móvel anterior (encerrado em agosto, com 14,4%). Segundo o IBGE o momento é de estabilidade.

No trimestre até novembro, o país tinha 14 milhões de desempregados. O número aponta estabilidade frente ao trimestre anterior. O número de brasileiros empregados chegou a 85,6 milhões, alta de 4,8% na comparação com o trimestre terminado em agosto. O nível de ocupação ficou em 48,6%, 1,8 ponto percentual (p.p.) a mais que em agosto.

O país tinha 32,2 milhões de trabalhadores subutilizados no período de setembro a novembro de 2020, 1,2 milhão de pessoas a menos que agosto. O contingente de trabalhadores subutilizados, também chamada de “mão de obra desperdiçada”, compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar.

Já a força de trabalho, que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade, estava em 99,6 milhões no trimestre até novembro de 2020, 4,3% a mais do que no trimestre anterior (4,1 milhões de pessoas) e 6,3% abaixo de igual período de 2019 (6,7 milhões de pessoas a menos).

Taxa de ocupação

De acordo com o IBGE, entre agosto e novembro, cerca de 3,9 milhões de brasileiros conseguiram uma ocupação no mercado de trabalho, um aumento de 4,8% nesse período.

Para a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o número de pessoas ocupadas é explicado pela flexibilização das medidas adotadas para combate da pandemia de Covid-19. 

“O crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado que estavam fora por causa do isolamento social e ao aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”, explicou a pesquisadora.

Comércio registrou o crescimento mais intenso no número de pessoas trabalhando, “O comércio nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, ressaltou Adriana.

Comparada com 2019, 2020 ainda é um ano de desemprego, segundo Adriana, “Embora haja esse crescimento na ocupação nesse trimestre, quando a gente confronta a realidade de novembro de 2020 com o mercado de trabalho de novembro de 2019, as perdas na ocupação ainda são muito significativas”, ponderou a analista da pesquisa.

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