Taxa de ocupação de leitos de UTI adulto e pediátrico da rede pública do DF chega a 100%

Secretaria de Saúde estuda outras possibilidades de ampliar a oferta. Há 70 pessoas na lista de espera

Nesta segunda-feira (8), a taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), adulto e pediátrico, da rede pública de saúde do Distrito Federal para tratamento de pessoas com Covid-19 chegou a 100%.

Levantamento da Secretaria de Saúde, divulgado às 5h10, mostrou que apenas cinco vagas para atendimento neonatal estavam disponíveis. Ao todo, são 285 vagas exclusivas para pessoa com o novo coronavírus. Dessas, 266 estavam ocupados e 14, bloqueadas. No total a ocupação chegou a 98,15%.

Além disso, há 70 pessoas com suspeita ou confirmação da Covid-19 à espera de um leito de UTI. Ainda há outras 31 já internadas, mas que precisam de transferência para vagas com suporte específico.

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O governador Ibaneis Rocha (MDB), no sábado, informou em uma rede social que foram abertos 102 leitos de UTI na última semana. Ele garantiu outras 119 vagas até domingo (14).

Rede privada

O levantamento da pasta divulgado no domingo (7), mostrou que na rede privada a taxa de ocupação está em 93,25%. Restam apenas 16 vagas nos hospitais particulares da capital para tratamento de pessoas com Covid-19.

São 240 leitos no total. Desses, 233 estão ocupados e um bloqueado. O monitoramento da secretaria indica que 100% das vagas pediátricas estão preenchidas e a taxa de ocupação na UTI adulta chega a 93,23%.

Fila de espera           

A diretora-geral do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal (CRDF), Joseane Gomes, explica que muitas vezes contar na Sala de Situação que o leito está livre, ocorre de já haver paciente que estava na fila de espera direcionado para essas vagas. Além disso, há situação em que os leitos estão bloqueados, muitas vezes isso corre por manutenção, falta de algum equipamento ou de recurso humanos.

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Os leitos de UTI Neonatal e de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) são os que oferecem mais vagas, mas a maioria vai para recém-nascidos que têm alguma complicação no parto – prematuros ou que precisam ganhar peso, necessidades bem específicas.

Já entre os leitos pediátricos (UTI Pediátrica) ocupados neste momento, a maioria tem crianças de até 3 anos. Segundo Joseane, os critérios pelos quais se decide se o bebê vai ficar em um leito de neonatal ou pediátrico são, geralmente, a idade – até 28 dias para UTI Neonatal – e o peso –  acima de 3kg, já é utilizado um leito de UTI Pediátrica.

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Em algumas unidades, porém, há um perfil diferente em que os leitos de UTI Pediátrica não ficam junto aos de UTI Neonatal e têm camas que comportam até adolescentes. Esse é o caso do Hospital da Criança de Brasília (HCB), do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e do Hospital de Base (HB).

Ampliação

De acordo com Petrus Sanches, secretário adjunto de Assistência, para melhor atender a demanda por leitos, a UTI Materna do Hmib, que antes era exclusiva para gestantes ou mulheres em pós-parto com complicações, serão abertas para atender aquelas que tenham outras comorbidades não relacionadas à covid. Serão oito leitos regulados pelo CRDF.

“Os leitos de UTI Materna são leitos que estavam com a taxa de ocupação muito baixa, e decidimos ampliar esse atendimento”, informa o médico. “Já a UTI Pediátrica, em alguns hospitais como HCB, Hmib e Hospital de Base, vai ter uma extensão da idade, que antes era até 14 anos incompletos e agora será até 18 anos incompletos.”

Sanchez destaca que o total de leitos de UTI Covid disponíveis na rede em 10 de fevereiro era de 145, número que foi ampliado para 284 – seja, um aumento de 139 leitos exclusivos para atender pacientes com covid-19.

“É uma média de cinco leitos de UTI Covid por dia nesta ampliação da assistência”, resume. “Se for considerado apenas o período da última semana, esse quantitativo chega a 15 leitos por dia colocados na rede para tratamento de covid”.

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