Brasília - Presidente Michel Temer participa da cerimônia alusiva ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Temer: “ataques de Bolsonaro a Poderes estão no passado”

Em uma “declaração à nação” divulgada nesta quinta, Bolsonaro negou que tenha a intenção de atacar os outros Poderes ou não cumprir ordens judiciais

O ex-presidente Michel Temer (MDB) acredita que o presidente Jair Bolsonaro deixará de atacar os Poderes.

De acordo com ele, Bolsonaro vai se guiar pela “declaração à nação”, que foi divulgada na quinta-feira (9), em que afirmou ter “respeito pelas instituições da República”.

O ex-presidente Temer ajudou na elaboração do texto e promoveu ligação entre o presidente e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Aquelas frases no estilo ‘não vou cumprir decisão judicial’, eu acho que a partir de hoje, (…) eu sinto que isto é coisa do passado”, disse Temer em entrevista à CNN Brasil na quinta-feira (9).

Na declaração, Bolsonaro afirmou não ter tido “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. Declarou que ““na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros” e a economia.

De acordo com Temer, o documento traz um comprometimento de Bolsonaro com a Constituição e com a harmonia entre os Poderes.

“Faz até uma referência ao ministro Alexandre de Moares, em face de fala que ele [Bolsonaro] teve durante aquele encontro na Paulista”.

Greve dos caminhoneiros

Temer disse à CNN, que relembrou a paralisação em 2018, umas das maiores crises que enfrentou em seu governo, e disse que orientou Bolsonaro sobre o assunto.

“Eu disse que para ele não se iludir, porque essa greve dos caminhoneiros acaba caindo daqui uns dias no colo dele. Porque a população vai dizer que o responsável é o presidente da República, como aconteceu no meu caso. Até eu tomei a liberdade de dizer o seguinte: ‘esse pessoal dos caminhoneiros são todos ao que sei seus fãs. Portanto, se houver uma determinação sua, palavra sua, ordem sua, eu acho que a desmobilização será completa”, afirmou Temer.

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