TSE desmente acusações de Bolsonaro sobre urna eletrônica

Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira 29, o presidente Jair Bolsonaro exibiu o que chamou de “indícios” de que o sistema eleitoral brasileiro seria fraudulento

Na noite desta quinta-feira (29), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou a jornalistas checagens rebatendo pontos do discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre fraudes na urna eletrônica. Problemas nas teclas da urna e a suposta exclusividade do Brasil no uso do sistema eletrônico foram pontos do discurso de Bolsonaro desmentidos pelo tribunal.   

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Bolsonaro, em sua live, disse ter relatos de pessoas que tentaram votar em seu número na eleição presidencial de 2018 e foram impedidos pela urna, mas ao tentarem votar no candidato do PT, Fernando Haddad, não enfrentaram problemas. O TSE disse que, neste caso, as pessoas estavam tentando votar em um candidato a governador e não a presidente.

Bolsonaro disse que só três países no mundo usam urna eletrônica, entre eles o Butão. Com relação a isso, o TSE esclarece que 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica em suas eleições gerais.  Outras 18 nações usam a urna em pleitos regionais. “Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados”, diz um trecho da checagem do TSE.

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Em diversos momentos da live, Bolsonaro disse que a apuração dos votos será feita “pelos mesmos que tornaram o ex-presidente Lula (PT) elegível e que o tiraram da cadeia”. No entanto, a apuração dos votos é feita de forma pública, como explica o TSE.

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