Vacina de Oxford será produzida no Brasil pela Fiocruz

De acordo com os resultados obtidos, não será necessário duas doses da vacina para que a imunização seja eficaz contra o coronavírus

Resultados dos estudos clínicos da vacina feita pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca apontam 90% de eficácia, os estudos passaram por duas fases, na primeira fase meia dose foi aplicada e depois uma dose completa, isso mostra que não é necessário duas aplicações do imunizante como era previsto, assim mais pessoas poderão ser vacinadas.

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A descoberta foi comemorada pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, ela diz que a vacina será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um acordo já foi assinado e a transferência total da tecnologia irá acontecer para que o imunizante seja produzido no Brasil, isso quando a Anvisa analisar e liberar a produção e exportação.

A vacina de Oxford tem o melhor custo benefício segundo diretor da Bio-manguinhos, Maurício Zuma,  “Estamos trabalhando dentro do cronograma previsto, com uma expectativa de produção de 210,4 milhões de doses em 2021, com um valor por dose extremamente acessível, entre US$ 3 e US$ 4 (cerca de R$ 16 a R$ 22) e uma vacina que pode ser armazenada e transportada na temperatura de 2°C e 8°C, podendo ser distribuída e armazenada utilizando toda a logística já existente no Programa Nacional de Imunizações (PNI)” afirma.

CoronaVac

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A CoronaVac também é uma forte concorrente, a vacina está sendo produzida pela empresa Sinovac junto com o Instituto Butantan, os estudos em etapas do imunizante chegaram ao fim, agora é analisar os resultados que estão previstos para sair na primeira semana de dezembro e enviar a papelada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A análise dos casos já se iniciou e, portanto, rapidamente, na primeira semana de dezembro, teremos o resultado dessas análises” Afirma Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

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