Venda da CEB Distribuição para o grupo Neoenergia é aprovada pelo Cade

Com lance de 2,515 bi, a Bahia Geração de Energia, empresa da Neoenergia, arrematou a estatal. Para a assinatura do contrato ainda é preciso resposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Na última quinta-feira (14), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da Companhia Energética de Brasília (CEB) para a Neoenergia. A distribuidora de energia CEB, que atua no DF, foi arrematada em leilão no dia 4 de dezembro, com um lance de 2,515 bi de reais.

A Neoenergia adquiriu a empresa por meio de um leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. O valor a ser pago na operação perfaz um ágio de 76,63% sobre ativos avaliados da CEB.

A coluna Grande Angular do Jornal Metrópoles apurou que as estimativas da CEB Distribuição e do Grupo Iberdrola – dono da Neoenergia – de participação no mercado ficaram abaixo de 20% nos quesitos receita, consumo de energia e unidades consumidoras, em 2019.

O governador Ibaneis Rocha acompanhou o leilão e disse que a venda poderá solucionar problemas em Brasília.

“Este é o fechamento de um trabalho muito importante, porque a empresa adquirente vai fazer grandes investimentos na iluminação pública do DF. A previsão é de que faça investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e traga um novo parque de energia. Esperamos que, com isso, a gente solucione vários problemas que existem na cidade”, afirmou o governador à época.

Para o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Gustavo Montezeno, que também compareceu no leilão, o papel do banco de fomento foi crucial no desenho da privatização da companhia elétrica.

“Esse leilão é uma amostra contundente de que esse é o caminho para o crescimento sustentável. Temos uma agenda relevante de desestatização. no Rio Grande do Sul e Amapá, saneamento, rodovias. É mais uma etapa da agenda relevante e extensa que o Brasil vai viver em 2021 e 2022”, disse.

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